
Paleoarte
A paleoarte é a disciplina que dá forma visual à história profunda da vida na Terra.
A partir de vestígios preservados no registro geológico, ela busca mostrar possibilidades para seres e paisagens pretéritos através da confluência entre arte e ciência. A paleoarte traduz dados técnicos em experiências sensoriais informativas, e que despertam a curiosidade.

Toda reconstrução começa com um fóssil, um registro de uma vida passada preservado em rocha: um osso, uma pegada, uma pena, uma folha ou quaisquer outras marcas deixadas por um organismo que não existe mais. Esses fragmentos constituem as evidências primárias a partir das quais paleontólogos e artistas constroem hipóteses sobre anatomia, postura, locomoção, comportamento e ecologia.
Reconstruir um organismo extinto exige a integração de múltiplos campos do conhecimento. Anatomia comparada, biomecânica, zoologia, botânica, geologia, climatologia e ecologia, além de outras áreas do conhecimento ajudam a interpretar como esses seres provavelmente viviam e interagiam com seus ambientes. A paleoarte é, portanto, um exercício de síntese: ela combina dados científicos, observação da natureza e sensibilidade artística para transformar evidências fragmentárias em representações plausíveis e visualmente convincentes.
Diferente da Paleoimageria, que é a representação de seres extintos sem rigor científico, a paleoarte desempenha um papel fundamental na divulgação científica e na educação, e está presente em livros, museus, documentários, exposições, materiais didáticos e plataformas digitais, tornando acessíveis conceitos complexos sobre evolução, extinção, adaptação e mudanças ambientais. Ao oferecer uma janela para ecossistemas perdidos, ela amplia nossa compreensão sobre a história da vida e sobre os processos que moldam a natureza até hoje e que seguirão rumo ao futuro.
Arte, ciência e cultura visual
Além de seu valor científico, a paleoarte é também uma expressão cultural. As imagens que criamos para representar o passado influenciam profundamente a forma como imaginamos a pré-história e nossa relação com a natureza.
“Em meu trabalho, essa prática dialoga também com o cinema e com a narrativa visual, explorando não apenas a precisão anatômica, mas também atmosfera, comportamento e emoção. Mais do que reconstruir organismos, busco recriar mundos — convidando o observador a contemplar a beleza, a estranheza e a grandiosidade da vida em tempos remotos.” Guilherme Gehr.
Aqui você confere os diferentes trabalhos paleoartísticos do artista:






